O império da lei prevaleceu na RMVale

Desde maio deste ano vinha sendo anunciada uma greve geral de grandes proporções, que deveria ocorrer no dia 14 de junho em todo o país com o objetivo de lutar contra a reforma da previdência, enfraquecer o governo federal, tentar restaurar parte do poder dos sindicatos que foi perdida desde o fim dos governos petistas, além de outras causas.

Alguns meios de comunicação alardearam essa greve como se fosse o prelúdio do apocalipse. As notícias disseminadas pela mídia eram realmente preocupantes. Especulava-se que haveria interdições em massa de vias públicas, que possivelmente teríamos muitos feridos em conflitos com a polícia, que poderia haver depredações dos patrimônios público e privado, etc.

Mas enquanto as pessoas especulavam, a polícia usava o seu sistema de inteligência para monitorar a situação e planejar meticulosamente as suas ações.

A polícia sabia de antemão que o movimento não teria grande adesão porque a maioria das pessoas não estava disposta se envolver em movimentos dessa natureza. O fato de o país estar com tantos desempregados e o risco de ser despedido e não conseguir outro emprego era algo que preocupava os trabalhadores.

Além do mais, muita gente não estava tão descontente assim com sua própria situação a ponto de arriscar o seu emprego por causa da reforma da previdência. Some-se a isso, o fato de muitas pessoas acharem que a reforma da previdência pode contribuir para melhoraria da situação econômica do país, gerando novos empregos.

Os sindicatos provavelmente também tinham essas informações, mas era tarde para voltar atrás. A greve geral teria que acontecer, e a polícia sabia disso.

Então, a polícia começou especular sobre quais estratégias poderiam ser usadas pelos paredistas para tentar fazer com que os trabalhadores que não querem participar da greve não comparecessem ao trabalho.

As possíveis opções eram:

Primeiro: fazer com que as ruas estivessem bloqueadas para que as pessoas que têm carro não conseguissem transitar.

Segundo: fazer com que os ônibus não circulassem, para que quem dependesse deles não conseguisse chegar ao trabalho.

Terceiro: se nada disso desse certo, fazer bloqueios nos portões das empresas, impedindo a entrada dos trabalhadores que não quisessem aderir à greve.

A Polícia Militar, como instituição garantidora da lei e da ordem, precisava agir para que os DIREITOS DE TODAS AS PARTES fossem respeitados.

Era preciso garantir que os sindicatos e os grevistas pudessem concitar os trabalhadores à greve, deforma pacifica e ordeira, sem coação, sem violência ou outros meios que cerceassem o direito de quem não quisesse aderir.

Também era preciso garantir o direito de ir e vir, o direito ao trabalho, e o direito à integridade física de quem não quisesse participar da greve.

O que foi feito para garantir esses direitos?

Primeiramente foi feito contato com os órgãos que normalmente são acionados nessas situações.

Criou-se um grupo de whatsapp com a participação de diversos órgãos públicos relacionados direta ou indiretamente à segurança pública, para discutir a situação e poderem atuar em conjunto, de forma rápida e eficiente.

As prefeituras disponibilizaram caminhões para sair recolhendo pneus abandonados em terrenos baldios, depósitos clandestinos, etc., porque normalmente esses pneus são incendiados e usados para bloquear vias públicas.

Então, o número de pneus disponíveis para os agitadores foi drasticamente reduzido.

As prefeituras disponibilizaram guinchos para a remoção de carros de som irregulares e de outros veículos que pudessem ser usados para bloquear as vias públicas.

A Policia Militar convocou grande parte do seu efetivo para que estivesse disponível para atuar em caso de necessidade.

Todas motos da PM estavam prontas para agir caso vias públicas fossem interditadas. As motos não ficam presas no trânsito como as demais viaturas. Elas conseguem chegar rápido aos locais dos bloqueios, a tempo de deter quem estiver promovendo desordens.

Com o uso do helicóptero a PM conseguia ter informações instantaneamente acerca do número de pessoas que tentavam causar problemas, e direcionar as patrulhas para os locais onde elas eram necessárias.

As equipes da PM filmavam os manifestantes que causavam problemas, afim de que as imagens pudessem subsidiar futuros processos criminais.

A prefeitura usou o seu sistema de câmeras para monitorar os manifestantes e informar à polícia sobre todas as situações que eram registradas.

A Policia Civil manteve seus plantões reforçados para dar suporte às ações dos demais órgãos quando detivessem infratores da lei.

Os órgãos públicos se apoiavam mutuamente mediante contatos através do COPOM da PM, ou do grupo de whatsapp. Esses órgãos já estavam acostumados a agir em conjunto desde que as Operações Integradas foram criadas na RM Vale, e isso facilitou muito a coordenação de suas ações.

Esse trabalho em conjunto conseguiu garantir que os direitos de todas as partes fossem respeitados e que não tivéssemos nenhum conflito com vítimas.

No final todos ganharam.

Os manifestantes conseguiram levar a sua mensagem e as pessoas que não aderiram à greve puderam trabalhar normalmente.

Em um país onde impera o Estado de Direito, todos ganham.

Em uma região onde as forças de segurança trabalham unidas, as pessoas de bem ganham.

Venceram a democracia e o bem senso.

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